Poema do dia 12/09/2018

Poema do dia 12/09/2018

Hoje desejei-te como mulher, como minha mulher!

Hoje desejei-te como mulher,
Nesses beijos dados e oferecidos sem pressa, no calor dos corpos, no abraço, como nenúfares por florir, canteiros de amores-perfeitos ainda não pisados, nas palavras e olhares, no silêncio quebrado pelas tuas palavras. Nas palavras lidas na alma!

Hoje desejei-te como mulher,
Nas longas conversas, nos beijos trocados sob o olhar do mundo, nas mãos transpiradas de tão juntas, nos longos passeios, nas promessas de um depois, nas recordações de um ontem…

Hoje desejei-te como mulher,
Como se deseja uma primeira vez, nessa ânsia juvenil de desejo, no saltitar hormonal pulando do peito, talvez seja do café, talvez, esse aroma que se nos crava no corpo, do teu corpo, no meu corpo…

Hoje desejei-te como mulher,
Na volúpia da intensidade que nos tolhe a racionalidade, olhei-te lascivamente, como uma sucessão natural de crescimento, quero-te, não como acto feudal de entrega, mas pela fusão dos espíritos, pela partilha absoluta do sentir… quero-te como me desejas…

Hoje desejei-te como mulher, como minha mulher!
Nesta sucessão absurda de desejo entre um beijo e um acto de amar, entre um abraço, e tudo o que ficou por realizar.
Hoje desejei-te como mulher, como minha mulher!

Alberto Cuddel
12/09/2018
Castanheira do Ribatejo, Portugal

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