Por entre mentas e canela

Por entre mentas e canela

No roçar de lábios hálito fresco
Maresias enroladas em paus de canela
Ninhos redondos na palma da mão
Vínculos secretos por entre matas de amor
Humidade que te escorre da nascente…

Verbos gemidos contra paredes
Vaso hirtos em folhas de menta
Haste que te cresce nas mãos
Senhora minha de voz puríssima
Gemei baixinho ao meu ouvido
Lábios trémulos garganta cheia
Embriagues do sonho, erguido
Rosto que se prostra aos céus
Grito aprisionado nos lábios cerrados…

Por Deus caído no teu colo
Nas chuvas de amor pleno verão
Por ontem sonhado e desejado
Por hoje adormeceu…

Alberto Cuddel
06/09/2017
03:12

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