Poema do dia 25/08/2018

Poema do dia 25/08/2018

“Desse latim gasto em sinfonias orais e contadas
Passadas de boca em boca aumentadas num ponto
Nada fica por saber, nada fica por dizer, sussurradas
E tudo fica em surdina, não gritadas, – não as conto…”

Vem a vizinha do lado, as compras e ordenado, o filho da costureira, às fugas e a toupeira, vem os maridos das outras e a mulher do presidente, do bebé que nasceu e o seu primeiro dente, poemas lembrados e contos do vigário, livros em estantes, paginas encerradas e nada como dantes. Paixões encobertas e busca de informações, camas descobertas e outras ilusões, é o carteiro que passa e o leiteiro não chega, o taxista que leva e o outro que trás, depois vem dinheiro e conversas de cabeleireiro.

“Desse latim gasto em sinfonias orais e contadas
Passadas de boca em boca aumentadas num ponto
Nada fica por saber, nada fica por dizer, sussurradas
E tudo fica em surdina, não gritadas, – não as conto…”

Alberto Cuddel
25/08/2018

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