Poema do dia 24/08/2018

Poema do dia 24/08/2018

Nasceu o borborinho na rua
Sentado nas cadeiras cansadas
Desse trabalho sem sentido
Que te mantem na lassitude
Da fome de sexo nunca consumado…

Arrastam-se cabisbaixos os dias uteis
Erguendo as canas de pesca aos sábados
Que nos domingos se desgraçam
Para arrastar os pés à segunda…

Antes, nem a primeira os satisfazia
Hoje, já nem a primeira alguém lhes pedia…
E trabalham arrastando os pés
Na esperança da aposentadoria…

Erguido a cana a cada dia
Esperando a mordida do isco,
Largando a pescaria,
De novo no lago, no rio…

Alberto Cuddel
24/08/2018
14:00

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