Poema do dia 29/06/2018

Poema do dia 29/06/2018

Chovia, num choro imperceptível, quase inaudível, num suicídio húmido contra as janelas do quarto… de ouvido colado ao chão escutava a terra, e o mundo em silêncio…

A terra gritava por amor e cumplicidade
A crosta por verdade chorada e saudade!

Corria pelo caminho apinhado de gente
Sem nada saber ao ódio indiferente
Sorria às moças loiras sem saber
O que diziam não conseguia perceber!

A chuva envergonhada calou-se… deixou de cair e sofrer…
O sol que brilhava por detrás, aqueceu e limpou o sal que escorreu…

Nas ruas apinhadas o granito, sujo e gasto guardava em silêncio o calor do verão!…

Alberto Cuddel
29/06/2018
18:03

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