Poema do dia 20/08/2018

Poema do dia 20/06/2018

Neste olhar o poço do fundo, ainda que seja um fundo sem poço, caímos apenas para no erguemos, ou fingirmos que tal acontece… depois vestimos o nosso melhor sorriso e saímos à rua…

Deixamos que a vida nos erga, de onde não queremos sair,
Deixamos que ou outros nos puxem da borda de onde queremos cair,
Deixamos que nos elevem nos ventos apenas pelo prazer se fingir,
Deixamos que a vida nos morra nas mãos pelo prazer de o sentir!

Neste voar de gaivota com fome, numa busca desértica pelo dizer, não vejo frases perfeitas, tão pouco um amor a condizer… tenho sede quero beber, mas a água esta longe sem ninguém para a trazer…

Neste voar, a cada beijo teu
Resta-me sonhar, sonho que é meu
Por entre frestas de porta fechadas
Não há que me escute, frases sentadas…

Longe morrem os dias, e quem os caminhou, pela estrada da vida, cansado se sentou… as noites, essas quentes e transpiradas, fazem-se de ilusões, tudos e essencialmente quase nadas…

Alberto Cuddel
20/06/2018
12:00

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