Poema do dia 25/05/2018

Poema do dia 25/05/2018

A espantosa necessidade das coisas, nem sempre as coisas são o que são, as vezes as coisas são apenas coisas, o que parecem que são, mesmo que nunca venhamos a precisar delas… Depois temos os dias das coisas, até do aniversario, do pais, da mãe, do filho do avo, do café, do abraço, do pé, do namoro e do laço cor-de-rosa, nos dias em que não celebramos as coisas, compramos coisas para lembrar o dia que eram dos gestos e do sentir, tantas coisas compradas sem necessidade, pelo facto de serem coisas e de lembrar outras coisas que nunca foram coisas mas gestos e sentir…

Era um dia sem coisas
As coisas tinham nome
Tinham utilidade…
De todas as coisas que tinha
Havia coisas que não sabia
Sem saber das coisas que tinha
Comprava coisas que não sabia
Para que um dia me servissem
E na sua serventia, não me serviam
De absolutamente nada…

Depois olhamos o mundo em silêncio, sem coisas, ouvindo o nascer do sol entre a maresia, sentindo a pele molhada da tua doce companhia, celebremos este dia, apenas no sentir, sem as coisas que nos teimam em confundir…

Alberto Cuddel
25/05/2018
00:33

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