Meramente azul

Meramente azul

Num difícil acordar, um dia azul
Meramente azul, sem qualquer tom de rosa
Azul estavam os céus, e as ruas vazias
Tulipas azuis murchas e orquídeas
Nas janelas azuis, ninguém olhava
Ninguém morava em paredes azuis
O dia vive palidamente azul,
E veio o meio-dia, e a hora de almoço,
A tarde, o fim da tarde e a noite…
E mesmo assim, tudo continuou
Enjoadamente azul, meramente azul…

Alberto Cuddel
Poesia a cores – Pastelaria Studios, 2017- ISBN 978-989-99886-8-2

 

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