O Estagiário

IV

Parte V

Tirei os cafés, ele ia lavar a louça, mas não permiti, também era demais, obriguei-o a sentar-se e foi preparar um whisky. Ao atravessar a porta e ao vê-lo sorrir com um olhar de malicia, percebi que o meu robe se tinha aberto não me fiz de rogada, e optei por provoca-lo ainda mais. Aproximei-me e poisei o copo junto a ele, deixando que admirasse bem todo o meu corpo, ali ao seu alcance. Quando o contornei para me sentar, puxou-me e sentou-me no seu colo. Ali, assim, olhos nos olhos, olhou-me, e beijou-me…
– Quero-te outra vez…
– Aqui?
– Aqui, agora, já…
Senti-o puxar o toalhão por baixo de mim, expondo todo o seu corpo. Ergui-me e deixei cair o roupão aos seus pés, estava de costas, beijou-me as costas as nádegas, um arrepio percorreu-me o corpo todo, nunca tinha feito uma loucura destas na cozinha, virei-me lentamente permitindo que apreciasse bem todo o corpo, que as suas mãos o percorressem. Ele estava loucamente excitado, adorei ver toda a sua virilidade hirta, apenas por mim. Desta não me escapava como me tinha feito antes, tinha-o onde queria, sentado, ali, completamente entregue à merce dos meus caprichos.
– Não comeces nada que não possas acabar.
– Não te preocupes, vim prevenida…
Ajoelhei-me à sua frente, os seus olhos deliravam, como se adivinhasse todo o prazer… queria tê-lo na boca, senti-lo e chupa-lo, já que me tinha negado esse prazer, beijava-o, lambia-o, chupava-o enquanto Gustavo gemia, segurava-se a cadeira com todas as suas forças, como se pudesse em espirito ser transportado dali o seu corpo contorcia-se de prazer, de repente, puxa-me a cabeça para cima…
– Não, ainda não permito que o faças…
– Mas…
– Quero entrar em ti, quero-te mais uma vez…
Tirei então o preservativo que tinha trazido, lentamente rasguei a embalagem ali, diante dele, lentamente… e coloquei-lho, massajando-o.
– Aprendes depressa…
– Tudo o que se faz com prazer é fácil aprender…
Sentei-me no seu colo, permitindo que entrasse em mim, ali na cadeira, eu controlava todos os seus movimentos, as suas mãos alternavam entre as minhas nádegas e os seios que ele delirantemente lambia e chupava como um louco esfomeado. Eu cavalgava nele como louca, em pleno cio… ele então levanta-me e vira-me de costas, fazendo-me sentar nele novamente, arqueia-me o corpo para a frente, potenciando a profundidade dos movimentos, preenchia-me na totalidade, em movimentos de cadência alternada, eu delirava a cada dos seus gemidos.
– Hummm, não vamos terminar aqui.
– Não? Questionei.
– Vamos para o quarto.
Ergui-me, para cumprir os seus desejos, e ele gentilmente, pega-me ao colo, levando-me para o quarto, ali no seu abraço, com as mãos enroladas em volta do seu pescoço, beijei-o todo o caminho.
 Gustavo, perfeito cavalheiro, deitou-me suavemente sob a cama ainda desfeita, mais uma vez delicia-me beijando todo o meu corpo, eu que o desejo em mim mais que tudo, mas ele insiste em brindar-me novamente com a sua língua, com o seu traquejo em explorar toda a minha vontade, todo o meu tesão. Deixa-me completamente louca, apenas o quero em mim, ainda assim ele provoca-me… definitivamente quero-o, desliza então pelo meu corpo, entrando de uma vez, num movimento só, todo o meu corpo estremece quando ele me preenche. Quero-o, fundo, dentro, rápido, lento, simplesmente quero-o. Rebolamos na cama, quero monta-lo, subo em cima dele, brincando com o seu membro hirto, entre o desejo de o ter em mim, e a provocação de não estar lá, provoco-o, excito-o, enquanto se delicia nos meus seios hirtos. Deixo que o meu corpo caia sobre o desejo de me possuir, cavalgo no seu membro em movimentos circulares. Êxtase profundo. Gemendo e gritando a cada estocada, chupando os seus dedos na minha boca.
– Gustavo…
– Sim…
– Come-me de quatro…
– Estava a ver que não pedias…
Simplesmente do outro mundo, a cada investida uma descarga orgasmica percorria todo o meu corpo, arqueava-me, contorcia-me, sendo preenchida por ele, até que não me aguentei mais, ele pressentindo a chegada do orgasmo acelerou ainda mais, fazendo um delicioso uníssono. Caímos na cama, ofegantes, sem conseguirmos falar sequer. Simplesmente extenuados e extasiados. Ficamos apenas deitados olhando o tecto nos braços um do outro. Acabamos por adormecer ali, depois daquele louco momento de prazer.

continua…

Tiago Paixão

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