Noites curtas…

Noites curtas…
Engrenagem solar, mediano embalo
Entre a luz e um crepúsculo vassalo
Anúncio urgente do que foi, será já
Passagem inevitável do ainda tempo!
Sem julgamento ou punição,
Momentos divididos em tudo iguais
Cuidadosamente armazenados
No tronco da experiência da vida!
Apogeu observo na flacidez obstinada,
Talvez amanhã um acordar dormente
O sol em si diferente, uma surpresa.
Meu sol no entanto, ainda é,
No solstício a preguiça das horas,
E os minutos perdidos, na noite
Na abstinência das luzes…
Expectativa
Dias longos aproximam-se,
Noites intensas…
Quem sabe o que está ao virar da esquina?
O tempo certo
Incerta contagem
Dias… esquecidos
Noites perdoadas
Roubadas ao sono…
Sol nordestino que me inquietas…
Vens, até que regresses…

Alberto Cuddel
Solstícios e equinócios- Vieira e Silva – ISBN 978-989-736-688-8

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