Sem explicações

Sem explicações

Nunca o soube explicar
Mas é tudo tão vazio
Tão cheio de nada
A menos que te encontres
De quem escreverei
Numa constante explosão de versos
Plagiados vezes sem conta
Repetindo ideias repetidas
De uma beleza unidireccional…
Provavelmente lês, como quem lê
Procurando-me onde nunca estive
Quem sabe irás encontrar-te depois
Ou antes do depois numa imagem
Aleatoriamente escolhida para o efeito…

Depois sentas-te tomando café
Ou uma qualquer outra bebida quente, ou fria
E mesmo que não o queiras pensas
Pensando no nada, no vazio
Ou meramente num texto cheio de letras onde nunca estive…
Às vezes penso que sou chato, e nessa chatice apenas mais um
Que escreve pensando que sabe, ou que sabe pensando escrever.
Nunca expliquei o porque, também nunca o soube explicar
Há explicações que não se explicam, não se dão, apenas o conceito
Da explicação que não existe, nem nunca existiu…

Anda assim, penso-me poeta,
Apenas porque me chamam,
Se não mo chamassem não viria
Mas vim, mesmo que não o saiba de mim explicar…
Apenas escrevo, como se me esvaziasse, eu que nunca estive cheio
Nem vazio de explicações de coisa nenhuma…

Alberto Cuddel
03/02/2018
04:05

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