Imortalidade

Imortalidade

Concedei-me ó deuses a vida
Dessa terrena sem fim
Onde almejo ser alma
Doce mel advém do fruto
Que amaldiçoado sejas
Corpo vão que me condenas
Entre uma maçã e a morte…

Inquieta-me o desejo
Desejos de carne e prazer
Esses de mortalidade vã
Na virtude sou, letra, poema
Teorema irrealista da divindade
Não, não, não…
Nunca serei saudade,
Imortal, na leitura,
Nas letras, no sentir…

O dom, esse em brasa
Gravado a fogo no olimpo celeste,
Habita-me, habita-te,
No conhecimento
Que a terra te concede
Ao leres-me…

Alberto Cuddel
22/01/2018
21:17

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