Poema do dia 31/03/2018

Poema do dia 31/03/2018

Reparto o tempo
Porções desiguais
Tempo partido
Sem tempo para mais…

Escorre em ladeiras de musgo verde,
Ensaia-se o sol na colina, gerando vida
Arrastam-se almas cansadas do Inverno
Um inferno repartido pelo tempo…

Vi-te chegar, rosado, cansado de nascer
Cansado de um tempo cheio sem nada
Longe fez-se vida e madrugada, a lua?
Fingida que nada ilumina, gera poemas…

Seguem os navios sulcando águas,
Apartando as vitórias, dos feridos
Guerras que se travam a cada dia
Entre a alegria da chegada, partida!

Reparte-se o tempo em fatias
A que sente sem obrigações
A que se perde nas ilusões
A real fria vivendo nos dias…

Reparto o tempo
Pelo tempo partido
Para que seja inteiro…

Alberto Cuddel
31/03/2018
15:17

Debruçado

Debruçado

Espraiei-me vadio
Diante do amanhecer
Correndo na saudade
Um manto sadio
Nuvens de saber
Abono da bondade…

O pão fumegava
Na estante da padaria
Ninguém comprava
Ninguém comia…

Debruçado na vida
Não via,
Não sabia,
A morte enganava a fome…

Alberto Cuddel
04/02/2018
06:50

Poema do dia 30/03/2018

Poema do dia 30/03/2018

“Alimento, dor miserável, teu cálice.
Alitero-me em lembranças etéreas,
Acometo-me em prisões severas”
Grilhões que me assaltam o coração!

Cortam-se as ondas que te cercam
As nuvens que te cobrem de algodão
Céus rasgados pela liberdade de voar
Uma solidão amarrada ao passado!

Sopro de vitória no sol nascente
Longe de ti, crente em nova gente
Passos largos levados ao colo
Cabeça já aninhada no peito,
Sentimento nascido sem suspeito,
Creio… Creio, no carinho e consolo!

De onde te crescem as esperanças?
Palavras soltas, trazidas pelo vento
Gestos desinteressados, gestos dados…

Alberto Cuddel
30/03/2018
16:17

Poema do dia 29/03/2018

Poema do dia 29/03/2018

Sopro ligeiramente no braseiro
Numa tênue chama que resta
Longe no horizonte o velho telhado,
Caído e derrubado como o tempo,
Fumegante braseiro arde em silêncio,
Esperança esquecida dos caminhos…

Resguardo-me do tempo
Das tempestades vividas
Dos tempos e desgaste
Que a vida nos impõe…

De uma tênue brasa
Incendeiam-se os dias
Aquecendo nos gestos
Os frios corações…

Alberto Cuddel
29/03/2018
17:20

Na fútil margem do desejo

Na fútil margem do desejo
Amo-te
Não como se ama apenas
Amo-te em ti
Em mim,
Quero-te
Como o rio procura o mar,
Sonho imiscuir-me em ti
Na tua feminina salinidade,
Anseio raiar do sol,
Preencher-te no calor dos corpos,
Sou, existo no querer,
Não nas articulações literárias,
Mas no gemido do prazer
Na certa força, que é em nós
Movimento de vida,
Prazer e porta de saída,
Na liberdade de te amar,
Fundindo, aromas de rosas,
Entre odores almiscarados
Corpos em abandono, extenuados!

Tiago Paixão

Poema do dia 28/03/2018

Poema do dia 28/03/2018

De questão em questão, interrogo-me o porque desta inquietude que me consome…
Ah, mas como eu desejaria inquietar-te, na dúvida, injectar-te alma alguma coisa de veneno, de desassossego e de inquietação. Na dúvida, fazer-te pensar, procurares a verdade escondida aos olhos, quando olhas a natureza. Satisfazer-me-ia saber-te não crente das verdades universais, que o amor não brota do coração, mas das mãos, que os olhos, apenas vêem, mas olhar apenas na alma… Isso consolar-me-ia um pouco, saber que criticamente é humano, no divino conceito de humanidade.
Nas palavras que recito mentalmente como mantras, busco a verdade que me inquieta, sem nunca conhecer o mundo sei, que sabendo o mundo muito mais há por saber, e nesta inquietude que me inquieta, penso-te, como em mim próprio, numa verdade, oculta em cada um, na busca por uma paz, encontrada apenas na ignorância… São felizes os “pobres”, os que não sabem que existe… Como podes desejar conhecer o mar, se não souberes que os rios morrem salgados?

Alberto Cuddel
28/03/2018
08:47

Percorro a tua pele na pontas dos dedos, imortalizando a memória do teu gemido…

Percorro a tua pele na pontas dos dedos, imortalizando a memória do teu gemido…

No beijo, línguas que se conhecem e apaixonam
Na arte de te desenhar as curvas da pele
No arrepio profundo de mais, toque suave
Eroticamente delineado nos dedos quentes
Conhecedores dos desejos profundos
No contorcionismo arqueado do teu ventre
Quero-te louca, na pura vontade de entrega
No sentir pleno com que se ama,
No desejo gemido na voz:
“Quero-te em mim, sou tua, és-me, faz-me”
Eternizando todas as memórias em todos os quereres…
– Aqui agora, faz-me teu…

Tiago Paixão
27/03/2018
05:40

Prémio The Versatile Blog AWARD.

Prémio The Versatile Blog AWARD.

“O Versatile Blogger Award é uma iniciativa para que blogueiros destaquem o trabalho de outros blogueiros, se ajudando mutuamente, afinal é disso que a blogosfera se alimenta: compartilhamento.”

É uma iniciativa para dar a conhecer blogs com menos seguidores, está Tag é uma brincadeira gira e muito eficaz para conhecer blogueiras e blogueiros com bastante talento como sou eu a iniciar o prémio eu vou nomear um blog, depois as regras são simples:

Regras:

 Agradecer a pessoa/blog que a/o indicou
Incluir o link do blog que indicou o seu blog para o prêmio

 Selecionar e indicar outros 10 blogs para participar:

E escrever 10 factos sobre si a pessoa que a indicou para o the Versatile Blog Award❤ Ao participar deste concurso deve usar o meu logo acima “coroa azul e rosa no iniciou da postagem.

A minha indicação para o premio, concurso the Versatile Blog Award veio do Blog  New Style Blogging , gosto bastante do blog dela tem uma enorme variedade temática, excelentes dicas, também publico lá alguns poemas,  visitem basta clicar no link acima. 

10 factos sobre a minha pessoa:

  • Escrevo quase como respiro
  • Poesia é para mim um vicio
  • Sou reservado quanto à vida pessoal
  • Leio muito e não só poesia
  • Não posso dizer que são grande fã de tv, mas gosto de programas temático e educativos
  • Gosto de viver bem, aproveitar todo tempo disponível em boa companhia
  • Adoro viajar, apesar da falta de oportunidade
  • Sou sincero, não gosto de rodeios.
  • Um objectivo: ser feliz e fazer felizes os que me rodeiam.
  • Sou poeta por convicção…

Agora a parte mais difícil para mim eleger e indicar 10 blogs para participarem: a minha lista era muito maior regulei-me por dois critérios um não posso dizer e a outra procurei blogs com menos seguidores e claro blogs que merecem toda a tenção. Quem não ficou nesta lista não se preocupe vai haver mais concursos, Agora meus amigos e amigas os blogs que foram nomeados tenham a delicadeza de participar, beijinhos a todos.

Panografias

Poesia em Fotografia

De que servem as rosas?

As teorias da Elsa

Depressão com Poesia

Divagações & Pensamentos

Amores burlescos

escreversonhar

amoras azuis

 

Poema do dia 27/03/2018

Poema do dia 27/03/2018

Uma simples rosa oferecida
Num qualquer dia ao acaso
Tantos pensamentos
Tantos significados!…

O que fizeste de errado?
O que esperas em troca?
Agradeces que momentos?
Pelo que estás desesperado?
Que bicho te mordeu na toca?
 
Tantas vezes significa apenas
Hoje não me esqueci….
Hoje, voltei a pensar em ti…
Hoje voltei amar-te…

Alberto Cuddel
27/03/2018
00:05

Poema ao beijo

Poema ao beijo

Não sei a que sabe o beijo
Os outros, os que nunca dei
Todos os beijos a todas as mulheres
Essas que traidoramente sonhei beijar…

Beijos amanteigados
Onde deslizavam os lábios
Em faces quentes
Mordendo as orelhas
As mulheres adoram sussurros
E beijos…

Nos beijos que nunca dei
Ou tão pouco ousei sonhar
Não há beijos quentes
Ou molhados, ou secos
Apenas beijos por dar…

Nos poucos lábios que ousei pousar
Alguns a recordar, outros a esquecer
Apenas uns, únicos, quentes a manter…

Ainda sonho com beijos, em vários lábios
Rubros e quentes, húmidos como se desejam
E poemas cheios de sonhos….

Alberto Cuddel
04/02/2018
04:17

Desejos

Desejos

Nos teus mais loucos desejos
Tenho-te onde sempre te quis
Defenitivamente amarrada a mim
Numa erótica sedução sem fim…

Sejamos o corpo, a alma, a calma, a fúria e o sonho
Sejamos a realização do querer que te imponho
Sejamos a fúria do querer, o seduzir
Dexemo-nos guiar loucamente pelo sentir!

Vem, sou, pertenco-te…

Tiago Paixão

Poema do dia 26/03/2018

Poema do dia 26/03/2018

Despi-me de toda a ortografia sintáctica quando me perguntaram o porquê?
O porquê da dor em vida?
Como podes apreciar a felicidade se não conheceres a dor?
Como conhecer o doce, se não conheceres o ácido?
Como conhecer o salgado de desconheceres o insosso?
Como saberes que amas se não conheceres a solidão de nunca ter recebido?

Conheci a existência da alma ao ver corpos vazios, deambulando sem brilho, sem um sol que os iluminasse no amor humano que lhe roubaram, sob o céu onde nascemos, existe este inferno paradisíaco em que vivemos, sempre que o amor é descoberto por um descrente dos homens, sim EVA, mulher primeira, no teu pecado por mim cometido descobriste o dom de amar, mesmo depois da perda irreparável do tempo…

Despi-me das noites e dos dias sem ciclo, do céu estrelado, do mar azul, dos vales e montanhas, da natureza perfeita, e encantei-me como Deus, pela humanidade, sim ainda há esperança, nos poucos que descobriram o dom de amar os outros…

Alberto Cuddel
26/03/2018
02:45

Mudai…

Mudai…

Na encruzilhada do entardecer
Amanheceu a saudade como breu
Neblinas de uma alma adormecida
Choros e prantos de um sofrer
Onde se anuncia a Primavera?

Rumores arrastado pelo caminho
Mãos estendidas à solidariedade
Passos de saltos travados, sozinho
Cega seja, como és na verdade!

Destino traçado partido no chão
Aves nidificando no calor do Verão
Passos que se perdem dados ontem
Nunca encontrados pelos que sentem…

Ó incúria da Curia em posse
Desse deus que apregoais
Vinde, vinde mais, mais…
Se de vos partilhásseis o pouco que fosse
Seriam mais, bem mais, à luz de Deus…

Vinde anais da memória, revelai
Uma outra e nova história
Escrita em punhos de sangue
Vós que me escutais agora,
Em boa verdade, apenas mudai…
Sede novos a cada hora…

Alberto Cuddel
27/02/2018
18:26

Longos dias

Longos dias

Longos dias tem a saudade do que foste,
dos sonhos que sonhaste,
de tudo o que quiseste,
agora és mera sombra em dia de nevoeiro…
difusa imagem de tudo o que pododerias ter sido…
medo talvez?
agarrado ao comodismo das horas
acordaste, sem viver…

Nos longos dias de horas inquietas
com noites de solidão cobrindo-te as costas
ensaiaste sonhos em memórias nunca vividas
castelos erguidos em desertos áridos
ladeados por oliveiras sem água
num paz aparente de guerra
batalha perdida pelo receio…

As notícias reais que te trazem os ventos
morrem na realidade de nada teres feito
por uma estupida esperança perdida
nos anos que passaram pela vida…
agora? Incomodam-te as horas
os dias longos da saudade
de tudo o que podias ter sido
mas nunca em ti tiveste a coragem
de mudar e ser, nova na mesma vida…

Alberto Cuddel
25/03/2018
05:55

Conduz-me

Nem sempre conduzo os meus dias, às vezes deixo-me apenas ser cavalgado pelos caminhos do prazer!

A vida nunca é um linha a conduzir, paramos apreciando as curvas em amplos movimentos verticais, na profundidade que me satisfaz a alma!

Leva-me à loucura do banco traseiro, onde os dias são conduzidos pela tua vontade, na sapiência feminina de amazonas, introduz-me nos prazeres mundanos de viver a teu lado…

Sejamos estrelas do nosso firmamento, nos braços que te envolvem como amarras, nas bocas que se respiram, nos corpos que se fundem no movimento!

Sejamos um, um prazer absoluto em cada um de nós, na libido que nos consome transbordando em ti… Gemamos juntos as noites, num qualquer lugar onde estejamos…

Tiago Paixão

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