Poema do dia 23/02/2018

Poema do dia 23/02/2018

O meu silêncio
O meu silêncio ou um nada convexo
Perdido na curvatura do pensamento
Uma carência ou devoção ao sexo
Uma ânsia e satisfação do momento!

As palavras vão e vem, como pensamentos e devoções
O silêncio permanece, fica e estabelece a verdade de ser
Quebras e certezas, disfunções cerebrais, onde tudo se muda
Que o nada se confunda, com verdades elípticas, o certo é ponto
Nem rectas nem curvas, o silencio como vento, faz-te navegar
Nas incertas tempestades do desejo de ser, sem nunca ter estado!

Abrem-se todas as portas e todas as janelas,
Todas as certezas e as convicções nelas
Os prós, os contras, todas as vinganças
Todos os perdões e todas as vãs esperanças!

Inscrevo perfumes nas paredes do tempo
Memórias de ontem cicatrizadas na dor
Todas as minhas horas são em contra tempo
Sem agitação e morna e estupida falta de fulgor.

Encontro-me no emaranhado de pensamentos frios
Dispersos e soltos, numa inconclusiva vida sem significado
Na aparente calma, vivo em agitação disforme, inconformado
Na quietude onde me amarro e me escondo do mundo
Criando personagens circulares onde me escondo…

No meu silêncio cabe todo um mundo desconhecido
Sendo que sou, tudo o que nunca foi dito…

Alberto Cuddel
23/02/2018
0:30
Facebook

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: