Poema do dia 17/02/2018

Poema do dia 17/02/2018

Os poemas são como a chuva

Tropeço na estrada que me trás aqui

Nas linhas tortas e vazias tão cheias de pó

Nos opiáceos que me enevoam a mente

Apenas a memória musical de um livro

Bailam letras nepalesas e ritmos… sem rimas…

Fugimos correndo serpenteando as pedras

Mas tropeçamos na chuva que nos cai

Nas frases soltas, que gagamente que nos sai

Rimamos sem quer, sem saber, sem aprender

Molhando-nos na poesia dos dias, da que lemos

Da que sentimos, sem capa, sem guarda-chuva

Sem um sol que nos ilumine…

Chove palavra em laço, mas não no lá-fora…

Hora que é hora, na vida ou nos escombros dela…

Nunca serão lágrimas de morte, na alma que chora…

No meu céu interior nunca houve uma única estrela…

Dessas que se chovem em noite escura, cadente…

Tropeçamos na poesia, nas pedras, na chuva, sempre…

Alberto Cuddel

17/02/2018

10:02

3 thoughts on “Poema do dia 17/02/2018

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