Vergastado

Vergastado seja o amor caído em desgraça
Os desejos mortos no corpo, a dor…
Os que esqueceram, os que nunca sentiram…

Bramidos e gritos, dor que se monta
Cavalgadas, verbos e gestos
Movimentos perpétuos e sons abafados…
Entre quatro paredes, nem prazer
Dor de uma solidão rogada em praga…

Dedos que se contorcem em rimas
Que já não gozam… que não são querer
Mecanicamente escritas, numa alma dilacerada…

Que sejas vergastado, tu…
Sim tu… que sofras a dor
Tu… que me deixas vazia…

Alberto Cuddel
26/12/2017
15:40
#Solutampoetica

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