Cobardia

Cobardia

Talvez seja em mim cobardia
Um leve cerrar de olhos ao dia,
O sonho que vislumbro no limbo
Horas e coisas que imagino
 [talvez uma fuga aos dias]
Marés de erva seca, deserto
Crenças pagãs, num luar seco
Céus carregados de trovoada
 [talvez seja cobardia o silêncio]
Qual altar? Adorado poeta
Pedestal pintado em papel crepe
Na tua, (minha), consciência distorcida
Não há noites, dias, morte ou vida
O amor? Mera oposição à imobilidade
A um dor solitária que me consome as noites,
Cobardia? Quanta de mim se assemelha
A uma virtude defeituosa da personalidade!

Alberto Cuddel
#depressaopoetica
20/03/2017
08:10

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