Sono e a sua ausência

Sono e a sua ausência

Talvez devesse adormecer minh’alma
[mas não quero ou não posso]
Na verdade a sua privação adormece-me
Conscientemente para a vida e o sofrer
Agita-se o vento na memória
Dos perfumes primaveris das flores
E nos sonhos das tuas coxas desnudas…

Esvazio-me na incumbência absoluta
De que a noite nada me dá
E em tudo me conquista e arrebata,
[finalmente fecho os olhos]
Não num arrebate de sono
Mas na visão dantesca
De que em mim, não te tenho
Seja noite ou dia, o sono
Ou a sua ausência
Sempre me condenará
A certeza de que eu existo
No sofrimento da perda diária
De mim mesmo…
Por te ter perdido em mim…

Alberto Cuddel

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