Poema XXXV

Poema XXXV

A vida é constituída por pequenos nadas
Borboletas azuis que esvoaçam…

Entre sonhos e realidades ensaiadas
Escondemos os medos, de tudo, de nadas…

Somos organismos carbónicos saciáveis
Palparíamos gestos onde apenas palavras dançam?

Nos pés o cheiro a maresia, pegadas levadas
Lágrimas debruando beirais chorosos
Passados que nos enleiam no amanhã…
Rasgamos o hoje, atirando para à frente
Esperança trôpega de uma felicidade
Perseguida, imposta por falsos valores…

Ainda assim… perseguimos borboletas azuis
Dessas que nos habitam o estomago…
Cada vez que o amor nos toca
Pela mão da ausência trazendo a saudade
Tempo que nunca me elucidaram os gestos
Ou meus lábios tocaram…
Vogais aberta e gemidas,
Rimas estupidamente previsíveis…

O amor estupidifica-nos…
Ainda assim perseguimos sonhos
E borboletas azuis que nos habitam…

Alberto Cuddel
12/10/2017
22:50

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