Poema XXXII

Poema XXXII

Autobiografia e psicanálise de ninguém

Virgens de Jerusalém erguei-vos
O noivo chega… Canta Salomão…
Forjei-me a ferro e fogo em cavalos de pau
Ventos de mares alados esquecido no oriente
Amores de Diniz, de Pedro, de Inês, poemas…
Viajem a Paris, incestos, em tempo de Maias
Sintra, tragédias pelo teatro de São Carlos,
Leonor pela verdura, esta estrada não é segura,
Chuva que cai, leve, levemente
Poemas que chamam por mim…
Eis que “o filho do homem” é Régio…
Oh Portalegre… Onde leccionas?

Por entre nadas que tudos são, e os sonhos do mundo
Cantos negros, filhos da mãe poesia, metafisica do querer
Pedras que filosofam e poetas que são maiores que o mundo,
Orgasmos sofridos de mulher açaimada pelos homens…

Rimas decimétricas e estrofes marcadas,
Língua que desenha e tinta folhas vazias
Saudades universitárias de amores à janela
Grândolas que se alevantam, povo que ordena
Ainda assim os meninos em volta da fogueira
Cantam rimas de pobreza e outra de canela…

Sou fruto da miscelânea de tudo
Herança, torpe do nada,
Dos vivos, dos mortos, dos penantes
Dos errantes, dos que escrevem
E de todos os que calam…

Sou porque todos me fizeram
E sem eles eu? Eu seria NADA…

Alberto Cuddel
09/10/2017
15:10

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