Poema XXIX

Poema XXIX

Intervalei-me nos versos
Entre sonhos e desejos
Sendo eu ou metade de mim
Seja sem princípio ou fim!

Reflexões de mim próprio
Destorcidas no reflexo curvo
Sentir imaginário, escorrido na pele
Dor que transpira da alma
Letras desenhadas, na pressa da calma…

Rasgo preceitos, tabus e conceitos,
Escrevo, escrevendo sobre tudo
Neste nada que é a vida, num tempo finito
– Quem sou, o que sinto, se minto
Na verdade com que sinto, calando no silêncio
Gritos abafados na garganta
– Nunca declamados ou registados
Versos longos e curtos de palavras ocas
Lidas nos intervalos das reticências longas
Nos silêncios e tu e apenas tu compreendes…

E mesmo assim duvidas e temes
Que o teu entendimento te engane…
– Ainda que seja verdade…

Alberto Cuddel
08/10/2017
0:50

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