Mente violada

Mente violada

Nasci em pontas, nas teclas dos dias
Vagueando entre eruditas palavras
Notas raras formatam-me, sopro
Na perda do tudo, da vida, cresci…

Tardes violadas pela incúria do ímpeto
Geminadas no silêncio da descrença
Desacreditada do matriarcado da vida
Tudo é fugida, silêncio, escondida, partida…

Noites calculistas sem entrega plena
O sono abandona-me o corpo, busca
Aventuras de horas, dias, semanas
Procura inconsciente da satisfação
Perco-me entre o querer e a razão
Violação plena de que tudo e efémero
Gravado a ferro, a fogo em mente pequena…

Busco no corpo a alma que perco
Nos dias e horas que não me dou
Num sentir distante e desconhecido
Onde morreu o que sou, quem fui
Onde me encontro na alma que procuro
Vagueando entre corpos frios
Mentes perversas e rebuscadas
No tudo o que fiz e procuro
Ainda hoje não me encontrei…
Na violação da mente que perdi…

Alberto Cuddel
23/11/2017
08:30

Poema escrito para o Blog de:

Lady Madelaine

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