Poema XXV

Poema XXV

Poesia na ponta dos dedos
Outra apenas nos sonhos
Distante em segredo, lua
Sonho, corpo de mulher, nua….

Vã poesia que me nasce
Vocábulos arrancados
Ferros quentes, fechados dentes
Versos que calo, silêncios
Vales amarelecidos pelo tempo
Estrofes de contratempos
Asquerosos ditongos negros
Presos na garganta do homem
Escritos em paginas brancas…

Queimam-me o peito palavras
-De um amor proscrito
Nunca dito, nunca contado
Apenas calado, nos sonhos
Nas artes ensaiadas no silencio
Na escuridão do quarto
Tacteando corpo num, longe do olhar…

Viagem por nundos longínquos
Quantas vezes dormindo ao meu lado…

Busco o que tenho
Procurando o que nunca tive…

Alberto Cuddel
05/10/2017
15:52

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