Poema do dia 18/11/2017

Poema do dia 18/11/2017

Deixei que os poemas morressem em mim como a noite
Sendo a noite nascida da morte dos dias, ainda assim…
Nada me suporta por entre linguagens avessas do verso
Sendo que o verso nada diz da poesia ou da alma, ou se quer do poeta…

Nem envolvido neste falso silêncio
Caído, esmagado pela escuridão
Os sonhos que de mim em ti presencio
São no amor consciência e servidão!

Mesmo que desagúe nos teus olhos
Das tristes estrelas luzeiro e farol
Lençóis, mãos inquietas entre folhos
Adornado soldado de ti, encimado virol!

Subo nas horas descendo no horizonte
Por entre pedras e almofadas choradas
Tristemente marcadas as noites na fronte
Acordar solitário, manhãs bem marcadas!

“Na marginalidade da noite,”
Encontro-me inquieto, imperfeito
Movimento em si quieto
Luar oculto por um olhar afoito!

“Despedi-me do luar,”
Na transparência da alma
Sob as águas da vida,
Em ti encontrei a calma!

“Vesti-me de estrelas,”
Por mim, por ti, nunca por elas,
Pela luz que me dás, amor,
Visto-me na manhã até ao sol por!

“E no embalo do sonho,”
Nasço por ti todas as noites
Faço-me crente e servo
Do corpo celeste com que me embalas!

No dever da vida que me desperta
Despedida chorada quase certa
“Parti rumo a novo amanhecer!…”
Na total da transparência da alma!

Alberto Cuddel
18/11/2017
20:10

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