Poema XXII

Poema XXII

Sem duvida que sim minha mãe…

Neste sossego que me desassossega
Inquieto-me com a quietude vossa
Sem esforço e passividade nossa
Sem gestos, palavras, nada me chega!

Sem esforçadas batalhas, sem vitória
Pensamentos instantâneos de improviso
Nunca de mim conhecerás a glória
Na obra escrita em que me analiso!

Que juízo de mim alguém faria
Se morto me encontrasse um dia
Sem tecto, lar, casa ou triste beira
Morto pelo sonho da minha cegueira!

Sem duvida que sim minha mãe…

Sossegam-me os sonhos que dormem
Planando em calmas e quentes águas
Arrebatando o meu coração de homem
Moldado e forjado em quentes fráguas!

Sem duvida que sim minha mãe…

Se de mim não mais souber
Ou por mim alguém escrever
Foi aqui, apenas aqui…
Que eu dei tudo por este viver…

Alberto Cuddel
02/10/2017
19:40

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