Da sala à cama…

Da sala à cama…

Por entre solidões cheias de sonhos

Desejos arrastados pelo soalho

Estercos das horas que não se apagam

Um leito meio vazio de nadas…

O amor não se compadece

Nunca se compadeceu das ausências

Provocação de vitrinas rubras

Um punhado de moedas de prata

Gemes contra a parede da sala

Pecados arrastados na rua

Uma mala cheia, prazer cheio de nada…

Sonho, acordado por beirais que pingam

No acordar do mundo, já havia chegado

No ar? Cheiro podre de álcool e sexo…

Um monte de trapos caídos da varanda…

Da noite, resta uma vida de inferno…

Alberto Cuddel

06/09/17

03:25

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: