Olho mas não vejo…

Olho mas não vejo…

“Apurem-se em mim os sentidos
O que sei, os sonhos perdidos
Bebo a traços largos a tua oferta
Sei que ser e ter é em mim certa.”

Cega nas banalidades do querer
Palavras longínquas e iníquas…
Que me arda o corpo pelo ser
Mãos inquietas e promiscuas
Que me amarram e prendem
Verdade com que me atendem…

Circulam agoiros distantes, rapinas
Não vejo, na cegueira do desejo
Sei-me plena ninfa e fonte certa
Dos beijos que te brotam das mãos!

Eleva-me, concede-me o pecado
Invejado momento o invocado
Por entre vontades de escombro
Um simples e quente beijo no ombro….

M. Irene Cuddel
02/08/2017
16:00

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