Abri os ouvidos e ouvi…

 
Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!
Tu que adormecido estavas no meu seio,
Nos ouvidos que permaneciam fechados,
Ao grito que me ecoava na alma!
Eis que habitavas em mim,
Teimosamente procurava-te no mundo
Habitavas adormecido o meu ser
Era amado, mas eu não estava contigo.
 
O mundo sempre me distraía da verdade
Retinham-me longe de ti os prazeres mundanos
Esses criados pelos ouvidos, a ti surdos
Que te procuram cegamente, onde não estás!
 
No dia em que me chamas-te
Disse sim, sem que voluntariamente
Em mim o tenha proferido,
As tuas palavras foram escutadas
A tua luz curou-me a cegueira,
O perfume da tua sabedoria
Criou em mim a sede de Ti,
Tocaste-me a alma
E hoje a Tua paz habita em mim…
 
Alberto Cuddel
07/12/2016
11:58

 

 

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